quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sobre o dia de hoje

Primeiro, eu quero tomar pouco (ou nenhum) conhecimento. À medida que me aproprio da história, começo a sentir raiva, a princípio dirigida à cobertura feita pela imprensa, mas na verdade é uma raiva contra o caos. Depois, acabou-se. Por favor, não discutam comigo as prováveis causas e consequências, se foi bullyng, se era psicopata ou fanático religioso. Nem mesmo se a cobertura foi ou não boa - quero acreditar que meus colegas fizeram o melhor possível, eu não faria diferente diante de mães gritando ante os cadáveres de seus filhos. Tudo isso está muito além da minha compreensão. Eu não quero discutir o inexplicável.

Horrores como o de Realengo me colocam diante do drama: pra que eu sirvo? Suspeito da Lua-Saturno em Virgem: Lua, a vida emocional, Saturno, a responsabilidade, em Virgem, o signo do serviço prestado ao outro. Gente, eu preciso prestar para alguma coisa, se não não dá. Era assim quando estava no jornal, é assim no meu trabalho na CIPÓ, e agora, a reflexão se estende a este blog. De que adianta conhecer a linguagem astrológica, saber ler seus sinais no céu, se isso, na maioria absoluta das vezes, é inútil? E - detalhe importante - eu tenho medo de fazer interpretações "negativas"?

Pois é: ontem eu escrevi a respeito do aspecto entre Marte e Urano, ambos em Áries: "Marte garante a disposição e Urano é o reformador. Preste atenção em que Casa esta dupla se posiciona no seu mapa natal, ou sinta que áreas da sua vida você percebe que podem ser realizadas mudanças: se o céu está a favor, por que mesmo a gente iria ficar parado?".

Não é que esteja errado. Mas me abstive de dizer, por exemplo, que Marte é também um significador para a violência e a morte, e que a ação reformadora de Urano pode, por vezes ser "súbita, inesperada e muitas vezes violenta", nas palavras de March. Também não quis falar da quadratura Marte-Plutão - quadratura de dois maléficos, boa coisa não há de ser. (Tive medo, mas o Cividanes, por exemplo, não teve: falou disso na quarta). Não quero que ninguém leia isso aqui e saia com medo pra rua, não quero gente com medo do céu.

Esse post acaba assim, meio sem graça. Como o dia de hoje. Amanhã de tem mais.

Um comentário:

Tati disse...

Apenas hoje, li sua mensagem de ontem. Só à noite, tomei conhecimento do sofrimento que afligia nossos irmãos...ainda jovens, e isso dói mais. Não sei se estou contribuindo para um mundo menos violento, menos furtivo, menos absurdo... compartilho com você a minha incerteza. Mas sei que sentir e falar sobre é um bom caminho.